Um poema para Marcelino

Publicado por Bruno em 26 Jan 2012

Texto de Bruno Grossi

 

 

A tua boca amarga, visse

Que nem fel, lá no meio da rua

Gritando, suando, esbravejando

Essa garganta doida, ingrata

Que nem sapo aguenta

Nem tenta, nem nada…

 

A tua boca é feia, diacho

Fala o que sente, viu

Nem liga pro que pensa

Só fala coisa nojenta, desgraça

Sai pra lá coisa do Demo

Coisa chata, me esquece…

 

Sua cabeça ranzinza, lotada

Só mostra o que fede, e como fede

Para com isso, visse

Senão tenho que lamber, chupar

Morder até que você se acabe!

 

1 Comentário em “Um poema para Marcelino”

  1. Engolir sapo… Só ele for lesado e se deixar devorar. E quem quiser, que beije o sapo. Duvido que saia um príncipe. O provável é boqueira ou frieira.
    Texto muito bom.

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