Show banda Arkona, Music Hall

Publicado por Nota Independente em 12 Mai 2012

Texto de Ed França ( edfranca.blogspot.com.br )
Fotografia de Priscila Rezende

O Brasil tem ganhado muito com a constante onda de ótimos shows. No quesito rock pesado nem podemos reclamar. Falando de folk metal então, a coisa melhora! Já passaram por aqui Eluveitie, Finntroll, Cruachan, Korpiklaani e Tyr. Belo Horizonte recebeu no dia 27 de abril mais um bloco para o grande muro dos eventos épicos para fortalecer a memória da cidade.

Há quase uma década hordas de headbangers aguardam a presença de uma banda que se destaca entre as muitas do gênero. Proveniente das gélidas terras russas, precisamente de Moscou, a banda Arkona aterrisa em solo brazuca para promover o mais recente cd “Slovo”. Formada em 2002, a banda atingiu ponto alto na cena mundial representando o metal pesado e vem se destacando por apropriar uma estética que aborda o folclore russo e a mitologia eslava. A utilização de uma instrumentação tradicional soma tambores de guerra, flautas e gaitas de Fole. Ampliando a dimensão mítica desse contexto artístico elaborado, a banda ainda cria as composições escrevendo em alfabeto cirílico. Fecha com chave de ouro a produção visual que nos remete aos tempos imemoriais dos guerreiros eslavos.

A vocalista Masha Arhipova é encantadora. Veste uma pele de raposa sobre o traje, movimenta-se com muita atitude vociferando poderosa se destacando dos demais front man da cena. Ela ganha atenção dos presentes mesmo sem dominar o inglês. Entre gritos de guerra e correrias pelas extremidades do palco, fala em russo e incita o público a travar uma batalha ao dividi-los num combate que eclode frente os riffs mais pesados de suas canções. Tudo brincadeira, ninguém se machuca, sorrisos tomam conta dos rostos da horda extasiada.

É perceptível a alegria e energia que opera entre fãs e banda. Uma química que só entende quem comunga de um evento como esse.

Num set list que passeia pelos vários álbuns da banda, retornam mais de duas vezes em cada “quase” fim de show, comovendo a plateia que delira.

Belíssima apresentação que ficará para sempre nos corações e mentes dos fãs dessa banda, vinda das frias terras da mãe Rússia, que escreve com grandiosidade sua história na senda do folk metal.

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6 Comentários em “Show banda Arkona, Music Hall”

  1. E o melhor é que “A vocalista Masha Arhipova” é a favor do extermínio das raposas. Gostei! Ela realmente “é encantadora”. Uarrarrá!
    E falando sério, realmente temos recebido novas informações artísticas na música e em outras áreas. Degustamos, digerimos e devolvemos.
    Gostei da crônica.
    Abraços!

  2. Embora eu acredite que a banda Arkona nao comungue com amatança nem utilização de pele animal para luxúria e banalização da vida, como dita alguns setores da Moda atual, penso que a expressão artística no vestir da vocalista Masha faz alusão somente aos tempos dos guerreiros de outros tempos -que usavam pele animal para se vestir contra o frio intenso. E mesmo se não fosse, é de responsabilidade somente dela, não reflete minha opinião nem deste veículo de comunicação.
    Vale lembrar que o texto NÃO é uma “crônica”, mas sim uma “Resenha” para a brilhante apresentação da Banda Arkona. Abração do tamanho de Júpiter, caro Rubem Leite.
    E que os velhos e novos deuses nos façam melhores na comunicação, compreensão e sabedoria!

  3. Embora eu acredite que a banda Arkona nao comungue com a matança nem utilização de pele animal para luxúria e banalização da vida, como dita alguns setores da Moda atual, penso que a expressão artística no vestir da vocalista Masha faz alusão somente aos guerreiros de outros tempos – que usavam pele animal para se vestir contra o frio intenso. E mesmo se não fosse, é de responsabilidade somente dela, não reflete minha opinião nem deste veículo de comunicação. E tem gente que achou ela gata, isso também nao reflete minha opinião.haha
    Vale lembrar que o texto NÃO é uma “crônica”, mas sim uma “Resenha” para a brilhante apresentação da Banda Arkona. Abração do tamanho de Júpiter, caro Rubem Leite.
    E que os velhos e novos deuses nos façam melhores na comunicação, compreensão e sabedoria!

  4. Uarrarrá!
    Calma, Ed! Calma!
    Lembra-se de Minas? Galo e raposa? Atlético e Cruzeiro? Fiz uma brincadeira referente a time…

    Deve ser verdade que seja uma resenha. Já estudei sobre resumo, resenha e outros e não fiz questão alguma de guarda na memória o que sejam; então se você afirma, acredito. Para mim o importante no texto que você escreveu foi o conteúdo, não o nome que se dá à forma.

    E ainda continuo gostando de termos raposa e coelho no pescoço dela. GAAALOOOOOOOOOO!
    Uarrarrá!

  5. ué amigo, tou bravo não. escrevi rindo.
    tinha que ter um defeito né…torcer pro time do outro lado da lagoa…rs
    saquei sim o temo raposa no pescoço..rs
    vai lá feliz comemorar o troféu do rural, quer dizer do Mineiro…
    espero que um dia voces consigam mesmo conquistar mais um brasileirão depois de 41 anos, quem sabe chegar sonhar com duas Libertadores, assim esquecem os vários 5 a 0, 6 a 1…hahahaha
    abraççao enorme aí artista arteiro!

  6. Não vou responder porque viria uma discussão futebolística. Mas é incrível a falta de memória das raposas, será “alzaime”? Esquecem do 9×2… Esquecem do escudo rosa-salmon dos tempos de Ypiriguete… Uarrarrá!
    Mas partindo para o sério porque não vamos falar de futebol, né… Uarrarrá!
    Gostei do texto e fiquei contente, pois tem tempo que estou com saudade de sua escrita.
    Abraços!

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