O Cinema Marginal
No final da década de 60, alguns diretores de cinema buscam uma nova estética para os filmes, rompendo com as tendências adquiridas ao longo da fase do cinema novo. De acordo com Jean-Claude Bernadet, esta nova fase do cinema tem como objetivo “ir ao povo”: (...) o cinema brasileiro vai tratar dos problemas do povo. Proletariados sem defeitos, camponeses esfomeados e injustiçados, hediondos latifundiários e devassos burgueses invadem a tela: A classe média foi ao povo” (1)
Caracterizou assim um estilo cinematográfico, o “marginalismo” que começou na década de 70 e foi até a década de 80, cujo os principais autores inspiradores do Cinema Marginal eram Ozualdo Candeias com A Margem e José Mojica Marins (Zé do Caixão) com No Auge do desespero, À meia noite levarei sua alma. O principal objetivo era fazer com que a classe média chegasse até o povo, fazendo cultura para o povo. O cinema marginal ficou caracterizado por técnicas de experimentação e idéias inovadoras, porém muitas vezes chocantes para o público brasileiro como sensualidade e violência.
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Com a repressão ditatorial, fizeram filmes com temáticas mais complexas e por vezes sensuais, distanciando-se do público, que estava entregue à deturpação cultural, que revelaria uma ascensão de tendências bregas que transformariam a miséria social e os desvios morais em exotismo, impedindo o povo pobre de superar seus próprios problemas. (02) |
A partir dos anos 80 a cultura brasileira e o cinema nacional passaram a ser banalizadas e futilizadas. Houve uma abertura para o cinema internacional, principalmente dos EUA, e no mercado brasileiro de cinema, Os Trapalhões e a Xuxa praticamente monopolizavam o mercado.
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(01) BERNADETE, 1978, p.37
(02)
Alexandre Figueiredo, http://geocities.yahoo.com.br/adeusanosnoventa/crise_cinema.htm
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