<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Nota Independente</title>
	<atom:link href="http://www.notaindependente.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.notaindependente.com.br</link>
	<description>Mais um site WordPress</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Feb 2012 14:34:41 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1</generator>
		<item>
		<title>FOME E ECOLOGIA</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/fome-e-ecologia/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/fome-e-ecologia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 14:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Grossi]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Leite]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=410</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Rubem Leite Ilustração Bruno Grossi Obax anafisa. &#160; &#160; Mânei para mandiarem Mânei para mandiarem Oh! que dor Dor no coração carente Que cresce até a garganta Que pula doente Uma, duas, três vezes, em soluços. Meu olho lacrimeja impotente. Uma gota teima em querer Escorrer pelo olho esquerdo, indolente. Um programa ecológico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Rubem Leite</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-411" title="3 caras" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/3-caras-500x367.jpg" alt="" width="500" height="367" /></p>
<p style="text-align: center;">Ilustração Bruno Grossi</p>
<p style="text-align: right;">Obax anafisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mânei para mandiarem</p>
<p>Mânei para mandiarem</p>
<p>Oh! que dor</p>
<p>Dor no coração carente</p>
<p>Que cresce até a garganta</p>
<p>Que pula doente</p>
<p>Uma, duas, três vezes, em soluços.</p>
<p>Meu olho lacrimeja impotente.</p>
<p>Uma gota teima em querer</p>
<p>Escorrer pelo olho esquerdo, indolente.</p>
<p>Um programa ecológico na tv</p>
<p>– Eu quero salvar o mundo, insolente,</p>
<p>Ou ao menos ajudar um pouco.</p>
<p>Cadê a coragem potente –.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mânei para mandiarem</p>
<p>Mânei para mandiarem</p>
<p>Grandes personalidades internacionais</p>
<p>Se reunirem para salvar o mundo.</p>
<p>– Será? –</p>
<p>Tenho medo de não acreditar, ficar mudo.</p>
<p>Espero que eles mereçam nossa fé.</p>
<p>Mas, eu confesso, tenho esperança, Raimundo,</p>
<p>Para com os semelhantes</p>
<p>Em soluções abundo</p>
<p>E há caridade nos homens.</p>
<p>– Eles têm? Não são imundos? –</p>
<p>Salvando a flora, a fauna, toda a Natureza,</p>
<p>– Ainda há tempo? Ou é absurdo? –</p>
<p>Os homens serão salvos da extinção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mânei para mandiarem</p>
<p>Mânei para mandiarem</p>
<p>Crianças gritam,</p>
<p>Pedindo a turistas estrangeiros</p>
<p>“Dinheiro para comer. Dinheiro para comer”.</p>
<p>Oi, que dor, que lágrimas. Não somos rameiros.</p>
<p>Oi, que pavor, que impotência.</p>
<p>Peço a Deus, peço aos santos milagreiros,</p>
<p>E peço aos homens,</p>
<p>Salvemos a Natureza, companheiros.</p>
<p>Salvemos os homens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O bem-te-vi Tiago Costa – imagem das palavras.</p>
<p style="text-align: right;">O pirilampo Rubem Leite – palavras da imagem.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Em banto, obax anafisa significam flores e pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">Os versos e a ilustração são nossas flores para você</p>
<p style="text-align: right;">e fazemos votos de que encontre neles pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O texto que deu origem ao poema acima:</p>
<p style="text-align: right;">“Fome e Ecologia”, escrito no dia 03 de outubro de 93, com meu heterônimo Anthônio Raphaell e reescrito entre 09 e 15 de fevereiro de 2012 com meu nome.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Oi, você que lê a mim e ao Tiago, muito obrigado por nos acompanhar.</p>
<p style="text-align: right;">À semelhança do caderno I, este é também composto por exercícios que me permitiram tornar o que sou hoje. E, como graças a Deus, humildade não é um dos meus defeitos, atrevo a dizer que sou um bom artesão da palavra. Mas como meus leitores merecem o melhor, pegarei os textos que mais gostar, darei uma arrumada e compartilharei com todos que me acharem dignos de ser desfrutado.</p>
<p style="text-align: right;">E Tiago, por sua vez, pegará o texto, e vai retratá-lo.</p>
<p style="text-align: right;">Afinal, repito, você merece tudo do bom e do melhor. O Caderno de Ensaios II foi escrito inteiramente em 1993 com o heterônimo.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/fome-e-ecologia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bloco dos Caveiras de São João del-Rei. Primeiro foi devoção. Agora é debochada diversão&#8230;</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/bloco-dos-caveiras-de-sao-joao-del-rei-primeiro-foi-devocao-agora-e-debochada-diversao/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/bloco-dos-caveiras-de-sao-joao-del-rei-primeiro-foi-devocao-agora-e-debochada-diversao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 10:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emílio da Costa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=407</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Emílio da Costa http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/02/bloco-dos-caveiras-de-sao-joao-del-rei.html &#160; Nos quintais dos casarões coloniais do Largo da Cruz, do Largo do Carmo, do Largo das Mercês, do Largo do Rosário, sob a imponência das torres das belas igrejas e ao som quartorário de seus sinos, caveiras brancas estão secando ao sol. Grandes túnicas pretas e roxas estão sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Emílio da Costa</p>
<h6 style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-408" title="TUMULO VERMELHO 2 cópia" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/TUMULO-VERMELHO-2-cópia-500x289.jpg" alt="" width="500" height="289" /><br />
<a href="http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/02/bloco-dos-caveiras-de-sao-joao-del-rei.html">http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/02/bloco-dos-caveiras-de-sao-joao-del-rei.html</a></h6>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Nos quintais dos casarões coloniais do Largo da Cruz, do Largo do Carmo, do Largo das Mercês, do Largo do Rosário, sob a imponência das torres das belas igrejas e ao som quartorário de seus sinos, caveiras brancas estão secando ao sol. Grandes túnicas pretas e roxas estão sendo costuradas. Letras tornam altos estandartes mensageiros de legendas funestas, advertências ameaçadoras. Ossos animais se descarnam ao tempo para mostrar, em certa noite carnavalesca suas cruentas articulações. Uns, murchos e amarrotados nos cantos, outros, jogados sobre caixões funerários, diabos vermelhos, despegados de seus tridentes, aguardam a hora de se inflamar e ganhar vida. A comprida e prateada foice da morte, caída no chão e previamente manchada de sangue, sem pressa sonha erguer-se no escuro e, em lentas curvas, ceifar pescoços.</p>
<p>Assim são os espaços onde, em São João del-Rei, se preparam as máscaras, roupas, carros e adereços do Bloco dos Caveiras -cinquentona instituição carnavalesca que, tempos atrás, já fez medo a muitos hoje valentões marmanjos.</p>
<p>Ainda atualmente o Bloco dos Caveiras é inquietante. Mesmo desprovido de sua dramaticidade e seriedade anterior, fruto dos tempos modernos mais voltado para o escracho e para o deboche, em meio à cerveja, à cachaça com mel, à batucada e ao som eletrônico que são agora o Reino de Momo, o Bloco dos Caveiras, com sua bandinhade metais e efeitos sonoros, ainda traz flashes de um universo misterioso e sombrio: o outro lado vida, o mundo obscuro da imaginação, o Hades, o Limbo, a des-Ordem, o Caos, o Avesso, o Antes, o que pode vir depois.</p>
<p>De novo incorporado à cultura são-joanense provavelmente nos idos de 1960, agora no domínio popular e com formato carnavalesco, o Bloco dos Caveiras de São João del-Rei tem sua origem em uma manifestação religiosa que acontecia na cidade ainda nos séculos XVIII e XIX. Naquele tempo, anualmente, também no mês de fevereiro, a Ordem Terceira de São Francisco promovia a Procissão das Cinzas que, baseando-se na descrição de alguns viajantes europeus, pode-se dizer que, guardadas as devidas proporções, tinha muitas afinidades com o cortejo funerário-carnavalesco contemporâneo.</p>
<p>Ao que tudo indica, era uma celebração importante e muito alegórica, oficial, cara, organizada com esmero e que requeria grande espaço físico para sua montagem e produção. Tanto que, segundo pesquisa de Sebastião de Oliveira Cintra, há 239 anos, no dia 1º de fevereiro, &#8220;<em>A Ordem de S. Francisco resolve não realizar em 1773 a Procissão de Cinzas &#8211; &#8216;porque se achava dando princípio ao ajuste para a feitura da nova igreja</em>&#8216;.&#8221;<br />
<strong><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</em></strong><br />
<strong><em>Sobre o mesmo tema, leia também </em></strong><br />
<strong><em>No Bloco dos Caveiras, até a Morte dança&#8230;</em></strong>- <a href="http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2011/03/no-bloco-dos-caveiras-ate-morte-danca.html"><strong><em>http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2011/03/no-bloco-dos-caveiras-ate-morte-danca.html</em></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/bloco-dos-caveiras-de-sao-joao-del-rei-primeiro-foi-devocao-agora-e-debochada-diversao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Voltei</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/voltei/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/voltei/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 17:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paula Salerno]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=403</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Paula Salerno Aqui e lá. Voltei. Voltei pra casa. A saudade apertou! Mas chegando, vivendo&#8230; a saudade de lá começou. BH não tem La Fabrica Del Taco¬, e agora? Mas em Buenos Aires não tinha o peixe delicioso do Surubim na BrasaÁ, o recém apresentado (pra mim) INKAÂ (comida peruana) e a melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Paula Salerno</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-404" title="foto_voltei" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/foto_voltei-427x500.jpg" alt="" width="427" height="500" /></p>
<p>Aqui e lá.</p>
<p>Voltei. Voltei pra casa. A saudade apertou!</p>
<p>Mas chegando, vivendo&#8230; a saudade de lá começou.</p>
<p>BH não tem La Fabrica Del Taco¬, e agora?</p>
<p>Mas em Buenos Aires não tinha o peixe delicioso do Surubim na BrasaÁ, o recém apresentado (pra mim) INKAÂ (comida peruana) e a melhor das melhores casquinhas de siri do mundo, suculenta e com muita farofa servida pelas baianas mais lindas de BH na BAIANA DO ACARAJÉÃ.</p>
<p>Em BH não tem parqueÄ, não tem verde, tem sim um monte de cimento com uns jardins cercados e com grandes aviso: NAO PISAR NA GRAMA. Estou com crise de abstinência de sentar grama!</p>
<p>Em compensação em Buenos Aires não tem os bloquinhos de carnavalÅ super animados que estão fazendo dos primeiros meses da minha volta uma alegria só. É batuque, marchinha de carnaval, fantasias e confetes. Reencontros, encontros, cerveja gelada, “barata” (se comparada à cerveja comprada num bar de Buenos Aires, media 25 pesos) e gelada (nem sempre encontramos cerveja gelada de verdade por lá).</p>
<p>Em BH ônibus não funciona. Pelo menos no meu bairro, Santo Antônio. Demora. Ô como demora, e não te deixa em lugar nenhum (exceto se você estudar na UFMG). Tenho saudade do 29 (eita ônibus que anda – La Boca &gt; Belgrano), do 59, do 111 e passo noites em claro pensando no bom e apertado SUBTE D (metrô).</p>
<p>Aqui não tem empanada de carneÆ, mas tem pão de queijoÇ, enrolado de salsichaÈ e coxinha de catupiryÉ.</p>
<p>Aqui tem feijão mas o purê de calabaza com milanesa do Bonito faz falta!</p>
<p>Aqui não tem sobremesa todo dia, mas também fica mais fácil emagrecer.</p>
<p>La não tinha minha cama mas aqui não tenho meus 20 metros quadrados vizinho<br />
de um FREDDO¶ produtor oficial do melhor sabor da Argentina, o sorvete de chocotorta.</p>
<p>Enfim, aqui está um emotivo guia de onde ir e o que comer em BH e Buenos Aires.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>EM BUENOS AIRES</strong></span></p>
<p>01)  La Fabrica Del Taco: Um bar mexicano com uma decoração incrível de máscaras de lutadores, caveiras mexicanas e instrumentos típicos. Indico porção de guacamole y frijoles.</p>
<p>05) Buenos Aires é cheio de parques, mas tire uma tarde de Sábado para passear pelo Rosedal, leve um tolha na mochila para sentar na grama vendo os patinhos e pedalinhos do Lago de Palermo e alugue um patins ou bicicleta para entrar no clima da cidade.</p>
<p>07) Empanada de Carne, queijo, cebola, verduras, e milho você encontra em todas as padarias e Cafés. Experimente TODOS os sabores e escolha seu preferido.</p>
<p>11) FREDDO é a sorveteria mais famosa de Buenos Aires. Praticamente em todos os quarteirões você encontra uma. A qualidade do sorvete é incrível! E a variedade de opções deixa qualquer um maluco. Eu indico o sabor CHOCOTORTA. Uma mistura de doce de leite, chocolate e creme. Se estiver frio e você não animar encarar um sorvete, opte pelo Submarino, o chocolate quente feito com uma barra de chocolate FREDDO.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>EM BELO HORIZONTE</strong></span></p>
<p>02)  Surubim na Brasa é um restaurante perfeito para que curte peixe. O Surubim na Brasa acompanhado de batata e pirão é irresistível. O atendimento não é dos melhores. Dependo do dia, da lua, dos cosmos e do humor do garçom. (prefira a unidade do bairro São Pedro)</p>
<p>03)  INKA é o único restaurante de comida peruana da cidade. E é muito bom. O Ceviche com molho de maracujá é nota 10, principalmente se acompanhado de um gelado e docinho PISCO SOUR.</p>
<p>04)  BAIANA DO ACARAJÉ é meu bar preferido da cidade. Fica no coração da Savassi, com mesinhas na rua, cerveja estupidamente gelada e com muitas opções de petiscos. A casquinha de Siri é meu preferido, mas não dispenso a Isca de peixe com molho tártaro, a porção de acarajé e a moqueca de camarão.</p>
<p>05)  Blocos de Carnaval de rua: Confira programação e prepare a fantasia.</p>
<p>08) Pão de queijo é mineiro. Não tem quem não goste. Encontrado em qualquer padaria e lanchonete da cidade.</p>
<p>09) Enrolado de Salsicha. O melhor fica na lanchonete de esquina na contorno com Cristovão Colombo: Lanches Mais</p>
<p>10) Coxinha de Catupiry é na Boca do Forno. Suculenta!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/voltei/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um poema para Mulher</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/um-poema-para-mulher/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/um-poema-para-mulher/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 12:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Grossi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=400</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Bruno Grossi &#160; Para agradar uma mulher é preciso que a entendas&#8230; &#8230; entenda o seu gosto, o seu jeito, o seu olhar. &#160; Para agradar uma mulher é preciso que a escute&#8230; &#8230; escute o seu carinho, sua escolha, o seu amor . &#160; A mulher &#8230; &#8230; é uma mulher de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Bruno Grossi</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-401" title="2007 - bailarina - pastel sobre - cartao" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/2007-bailarina-pastel-sobre-cartao-500x357.jpg" alt="" width="500" height="357" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para agradar uma mulher</p>
<p>é preciso que a entendas&#8230;</p>
<p>&#8230; entenda o seu gosto,</p>
<p>o seu jeito, o seu olhar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para agradar uma mulher</p>
<p>é preciso que a escute&#8230;</p>
<p>&#8230; escute o seu carinho,</p>
<p>sua escolha, o seu amor .</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A mulher &#8230;</p>
<p>&#8230; é uma mulher de verdade!</p>
<p>Uma mulher sem patrimônio,</p>
<p>sem classe, sem sexo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A mulher é verdadeira,</p>
<p>sem classificação.</p>
<p>Pois a mulher sempre&#8230;</p>
<p>&#8230; sempre será amada!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Salve a mulher</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/um-poema-para-mulher/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SENSAÇÃO</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/sensacao/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/sensacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 21:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rubem Leite]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Costa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=396</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Rubem Leite &#160; “Uma música vinda de um lugar desconhecido”. &#160; Entorpecido pelo sono de uma preguiçosa tarde de domingo ouço uma música neutra ao meu paladar musical. Esquecido desse som perdido eu me lembro de coisas banais e de algo importante. Lembro do aniversário de um quase esquecido amigo. Esquecido, pois já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Rubem Leite</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-397" title="Ilustra Nota Independente - 014" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Ilustra-Nota-Independente-014-500x317.jpg" alt="" width="500" height="317" /></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: center;">“Uma música vinda de um lugar desconhecido”.</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entorpecido pelo sono de uma preguiçosa tarde de domingo ouço uma música neutra ao meu paladar musical. Esquecido desse som perdido eu me lembro de coisas banais e de algo importante. Lembro do aniversário de um quase esquecido amigo. Esquecido, pois já estamos separados a tanto tempo, que arranjei ou descobri novos companheiros de jornada. Lembro de um doce de chocolate que comi ontem – Ai! Como gosto de doces. – e de um beijo de despedida de alguém já sem importância na minha vidinha. Lembro do aniversário da amiga e poeta Cida Pinho: 04 de fevereiro. Do verso que ela compôs para mim e mostro um trecho para você. Só para você: “&#8230; deixamos transparecer a intensidade do que nos une! De novo somos o que já fomos antes&#8230;”.</p>
<p>Um dos vizinhos liga o rádio que passa uma música horrível. Ai que vontade de esgoelar o indivíduo que ousou alugar meu ouvido com tamanha porcaria. “Quem será a anta&#8230; Não, anta não. Vera Tuffik me falou para não comparar humanos a animais. Posso falar energúmeno. Quem será o energúmeno que colocou esta coisa arranhenta?”. Pensando bem. A música que falei foi da década de noventa e agora elas estão piores. Meu Deus! Sendo assim, se fosse hoje eu teria esgoelado, de verdade, a “creactura” em vez de ter ido ao banheiro fazer e pensar somente em coisas desagradáveis. Huuum! Mas pensar em coisas não agradáveis também é uma forma de matar, não punível pelos homens, mas seriamente castigado pela consciência.</p>
<p>Abri uma garrafa de cerveja e a tomei sozinho. Em compensação, a vizinha dotosa colocou um “sãozinho bão” de Milton Nascimento que me fez ficar calmo. Agora ela colocou uma música que me pôs no maior tesão. Será que ela está só? Vou lá. Mas antes, um rápido banho para ficar ainda mais delicioso do que, por natureza, sou.</p>
<p>- Você beija bem, Benito.</p>
<p>- É! Você me inspirou.</p>
<p>Mais beijos retiram nossas roupas.</p>
<p>A campainha toca me tirando do sonho. Atendo. A vizinha entra e, junto, uma música invade fantasticamente meu corpo, fazendo-o movimentar ao seu misterioso som frenético.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O bem-te-vi Tiago Costa – imagem das palavras.</p>
<p style="text-align: right;">A ilustração é homenagem do Tiago a seus pais</p>
<p style="text-align: right;">Vitório Amaral de Sousa e Valdete Costa de Sousa.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O pirilampo Rubem Leite – palavras da imagem.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Em banto, obax anafisa significam flores e pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">Os versos e a ilustração são nossas flores para você</p>
<p style="text-align: right;">e fazemos votos de que encontre neles pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">O texto que deu origem ao cronto acima:</span></p>
<p><span style="color: #808080;">“Sensação”, escrito no dia 18 de abril de 93, com meu heterônimo Anthônio Raphaell,</span></p>
<p><span style="color: #808080;">foi embasado numa frase me dada por Didi Peres para escrevê-lo.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">E reescrito entre 03 e 08 de fevereiro de 2012 com meu nome.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Desde minha adolescência eu escrevo até que em 1993 criei o que chamei de “Cadernos de Ensaios”. Muito do que escrevi lá apenas deixei fluir. O que vocês viram aqui são alguns textos escolhidos do Caderno de Ensaio que compartilho desejando que servisse como incentivo para criação do hábito de escrever, de registrar suas impressões e compartilhá-la com o mundo.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">A partir do sétimo cronto do ano (2012) serão os textos escolhidos do Caderno de Ensaios II. Vamos agora à introdução que fiz no segundo caderno:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Conto – historieta (narração sem importância; novela; anedota); história [narração crítica dos fatos da humanidade; conto; narração (exposição escrita ou verbal de algum fato; descrição relatório)]; invenção; fábula.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Crônica – narração história, por ordem cronológica, noticiário dos jornais.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Poema – obra em verso (o gênero poético; poesia; qualquer quadra ou estrofe; cada uma das linhas que formam um poema); composição poética com enredo e ação; diz-se especialmente da epopéia (poema longo sobre assunto heróico).</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Poesia – arte de escrever em verso; composição poética pouco extensa; inspiração; arte de expressar a beleza por meio de palavra ritmada; sua essência é, pois, o ritmo (essência da poesia em que se agrupam os valores de tempo combinados por meio de acentos; volta periódica de tempos fortes e tempos fracos, num verso ou numa frase musical; movimento com sucessão regular de elementos fortes e elementos fracos; harmoniosa correlação das partes; cadência).</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Pesquisa feita no Novo Dicionário da Língua Portuguesa (1945), de Cândido de Figueiredo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Auto-biografia:</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Nasci no Belo Horizonte de Minas Gerais. Com mais ou menos cinco anos de idade meus pais, irmãos e eu mudamos para o Vale do aço, no Leste mineiro. Em 1992 assumi, apenas para escrever e compor, o nome Anthônio Raphaell. Anthônio em homenagem a Santo Antônio e Raphaell por ser o nome que eu iria ter se minha mãe não tivesse tido a ideia de homenagear meu pai. Por isso meu nome de registro e pia é Rubem Rezende Leite Junior.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Prefácio:</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Eu quero escrever não por fama ou riqueza, mas para poder servir a Deus servindo a humanidade. Quero que meus livros sejam lidos por várias gerações. Mais do que ser lembrado (por isso a assinatura Anthônio Raphaell) quero ser útil. Penso em escrever tudo que estiver em minha cabeça e coração. Aqui, no segundo caderno, eu treinarei para manifestar em mim o espírito de um grande escritor, compositor e poeta (não me refiro, no caso, a baixar santo. Uarrarrá!). Tudo para a glória de Deus e bem estar da humanidade.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Não sei o que escreverei, mas será ótimo. Espero que quem me ler delicie os sentidos e, ainda mais, delicie a alma.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Vá e Vença!</span></p>
<p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/sensacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Miragem</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/miragem/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/miragem/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 21:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marina Mazzoni]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=392</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Marina Mazzoni &#160; Minas é um estado de contrastes, de rebeldias, de conjurações. No carnaval o espetáculo reluz de brilhos, de sons, de cores. É pura magia a emoção. Mistura suor, inspiração, criação&#8230; A escola de samba e o bloco surpreendem pelos detalhes que se juntam só na avenida para desfiar o enredo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Marina Mazzoni</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-394" title="1325532944sexocarnaval280108" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/1325532944sexocarnaval280108-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Minas é um estado de contrastes, de rebeldias, de conjurações.</p>
<p>No carnaval o espetáculo reluz de brilhos, de sons, de cores.</p>
<p>É pura magia a emoção.</p>
<p>Mistura suor, inspiração, criação&#8230;</p>
<p>A escola de samba e o bloco surpreendem pelos detalhes que se juntam só na avenida para desfiar o enredo.</p>
<p>Uma história é contada em alas apresentando a arte efêmera para ficar na lembrança.</p>
<p>Assim é arte viva, múltipla na versão de cada expectador.</p>
<p>Na tradição do carnaval o carnavalesco e o sambista são a velha guarda, a memória e a tradição.</p>
<p>O encantamento está  nas marcas daqueles rostos que parecem silkados de vida e história.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/miragem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Carnaval de São João del-Rei 2012 durará onze dias</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/carnaval-de-sao-joao-del-rei-2012-durara-onze-dias/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/carnaval-de-sao-joao-del-rei-2012-durara-onze-dias/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 21:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emílio da Costa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=388</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Emílio da Costa Quando, às 14 horas do dia 11 de fevereiro, nas imediações do Kibon, erguer-se o grande estandarte branco &#8211; estampado com a planta de quatro pés em afetiva e sugestiva posição﻿ amorosa &#8211; e os instrumentos  de metal soprarem os primeiros versos de qualquer conhecida marchinha carnavalesca, estará dado o grande e esperado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Emílio da Costa</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-389" title="anjos escudo leiteria dourado proximo grafismo" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/anjos-escudo-leiteria-dourado-proximo-grafismo-500x289.jpg" alt="" width="500" height="289" /></p>
<p style="text-align: center;">
<div style="text-align: left;">Quando, às 14 horas do dia 11 de fevereiro, nas imediações do Kibon, erguer-se o grande estandarte branco &#8211; estampado com a planta de quatro pés em afetiva e sugestiva posição﻿ amorosa &#8211; e os instrumentos  de metal soprarem os primeiros versos de qualquer conhecida marchinha carnavalesca, estará dado o grande e esperado sinal: o Carnaval de Rua de São João del-Rei está começando. E começando bem, pois é a Bandalheira que vai passar.</div>
<div style="text-align: left;">Com mais de 30 anos abrindo o Carnaval de Rua da cidade, a Bandalheira é uma tradição. Um bloco pacífico, que à luz do dia percorre um pequeno trecho do centro histórico. Seu combustível? Música, alegria, amizade, entusiasmo, empolgação, juventude de espírito e, claro, cerveja. Muita cerveja&#8230;</div>
<div style="text-align: left;">
Desde aquele instante até o amanhecer do dia 22 de fevereiro, serão onze dias seguidos (e onze noites!) de desfiles, quando 38 blocos concentrarão e arrastarão foliões e brincantes por todos os bairros da cidade. Como uma cruz, do Tejuco a Matozinhos. Do Bonfim ao Senhor dos Montes. A maioria deles no coração do centro histórico de São João del-Rei. Isto sem falar nas onze agremiações que, representando o carnaval oficial, desfilarão à noite, com horário marcado e tempo regulamentado, sob os holofotes da Avenida Tancredo Neves.</div>
<div style="text-align: left;">
O Carnaval de São João del-Rei é democrático; tem alegria para todos. Idosos, maduros, jovens, crianças &#8211; todo mundo encontra, em algum momento e em algum lugar &#8211; seja um largo, uma praça, um bar, um jardim, um terraço, uma ladeira ou um beco estreito &#8211; um espaço para brincar, distrair, extravazar.</div>
<div style="text-align: left;">
Que seja sempre na paz, com responsabilidade&#8230; E que no Carnaval de São João del-Rei não falte fantasia(s). Nem imaginação&#8230;</div>
<div style="text-align: left;"><strong><br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><em>Leia também</em></strong></div>
<div style="text-align: left;"><a href="http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/01/blog-post.html"><strong><em>http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/01/blog-post.html</em></strong></a></div>
<div style="text-align: left;"><a href="http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/02/no-carnaval-de-sao-joao-del-rei.html"><strong><em>http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/02/no-carnaval-de-sao-joao-del-rei.html</em></strong></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/carnaval-de-sao-joao-del-rei-2012-durara-onze-dias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Soldados do tamarindeiro</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/soldados-do-tamarindeiro/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/soldados-do-tamarindeiro/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 21:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[:::::::::: Outros Colaboradores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=384</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Jackeline Vasconcelos Valentim À sombra do tamarindeiro a infância se confirma. Quando se é criança as coisas sempre se mostram maiores do que realmente são. A sombra do tamarindeiro parecia sem fim. O limoeiro e a laranjeira pareciam anões, o coqueiro então, com os coquinhos bem alto quando vistos da janela de casa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Jackeline Vasconcelos Valentim</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.google.com.br/imgres?q=tamarindeiro&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;biw=1680&amp;bih=860&amp;tbm=isch&amp;prmd=imvns&amp;tbnid=ORphVvtRqAsKFM:&amp;imgrefurl=http://oficinafranciscodlafuenteguarany.blogspot.com/2010/08/tamarindeiro-as-margens-do-rio-corrente.html&amp;docid=JaRwFCKbVzchHM&amp;imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_3Z_9nUzGl4U/THmbNQUP-PI/AAAAAAAAAiU/6J-b1gYQE5U/s640/TAMARINDEIRO.jpg&amp;w=400&amp;h=293&amp;ei=Mtg2T7KwBMrlggfB6NXnBQ&amp;zoom=1&amp;iact=hc&amp;vpx=660&amp;vpy=165&amp;dur=2385&amp;hovh=192&amp;hovw=262&amp;tx=164&amp;ty=125&amp;sig=104274481467052291560&amp;page=1&amp;tbnh=163&amp;tbnw=212&amp;start=0&amp;ndsp=30&amp;ved=1t:429,r:3,s:0"><img class="aligncenter size-full wp-image-385" title="TAMARINDEIRO" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/TAMARINDEIRO.jpg" alt="" width="400" height="293" /></a></p>
<p>À sombra do tamarindeiro a infância se confirma.</p>
<div>
<div>Quando se é criança as coisas sempre se mostram maiores do que realmente são. A sombra do tamarindeiro parecia sem fim. O limoeiro e a laranjeira pareciam anões, o coqueiro então, com os coquinhos bem alto quando vistos da janela de casa, não tinha mais tanta importância, mera mudinha.</div>
<div>
<div>Sob sua sombra, aonde o sol nem chegava por causa da espessa copa do tamarindeiro, o tempo parecia nem existir. Eram tantas brincadeiras no quintal vizinho. Tantas quantas são possíveis lembrar. Mas a que mais ganha pontos do saudosismo é a que mais se anuvia na recordação, aquela que julgo ter ganhado muitos episódios dirigidos apenas por mim, mas que a memória de criança se permitiu esquecer com maior facilidade: a de soldadinhos de tamarindos.</div>
<div>
<div>Já ouvi dizerem por aí sobre brincadeiras com espigas de milho, mangas verdes com pauzinhos, caixinhas de fósforos, cabos de vassoura&#8230; Mas até certo momento da vida não me lembrava dos dias em que essa árvore serviu de campo de batalha.</div>
<div>
<div>Os tamarindos eram soldados. Lutando contra besouros, tatuzinhos-bolas, formigas e outros inimigos imaginários do mau, ou do bem dependendo do meu interesse.</div>
<div>
<div>Os tatuzinhos acabavam neutros porque sempre se escondiam bem rápido sob a terra fofa.</div>
<div>
<div>E era o cachorro do vizinho que dava o alerta de perigo ao pisar nas folhas secas. E nessa hora as frutinhas azedas estavam sempre a postos, como os bons soldados que eram. As formigas não resistiam, os besouros tão pouco.</div>
<div>
<div>A armadura dos guerreiros era intransponível, e sob o comando da minha alta patente, agraciada por mim mesma, seu estilo de combate era infalível.</div>
<div>
<div>Quando os insetos se retiravam, e quando os filhos do vizinho estavam longe o bastante do meu reduto, eu baixava a guarda, me tranquilizava e olhava os pássaros catando os tamarindos. Lá se vão os soldadinhos&#8230; Lá se vai o meu exército&#8230; Lá se vai minha lembrança de criança&#8230;</div>
<div>
<div>O triste não é deixar de lembrar os outros dias de sombras frias do pé de tamarindo. É deixar uma história de meninice e pés descalços sem o fim merecido.</div>
<div>
<div>Não é inverdade arquitetar uma lembrança. Gosto da fluidez dessa mistura. Faz bem. Pois a realidade das crianças se mistura também às brincadeiras e sonhos.</div>
<div>
<div>E mesmo que nunca mais tenha visto uma árvore dessas, minha imaginação me supre com uma nova lembrança idealizada: deitada sobre os galhos e folhas secas, sob o infinito céu azul de primavera, vejo as folhas se balançarem com o vento, pronta para mais um duelo de tamarindos e insetos. No quintal do meu vizinho, debaixo do tamarindeiro, observando o cachorrinho e as crianças, que não paravam de abocanhar os tamarindos, as laranjas e tudo o que tivesse um gosto razoável, percebia que minha intenção era outra.</div>
<div>
<div>Eu sentia haver um desígnio para toda essa brincadeira, apenas não o compreendia completamente.</div>
<div>
<div>Éramos eu e os soldados, munidos com suas armaduras. Eu e meus inimigos, com toda sua insetidade. Hoje sou apenas eu, vislumbrando uma janela de memória.</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/soldados-do-tamarindeiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mestre do Carnaval de São João del-Rei, Quati ensina: &#8220;Recordar &#8211; e criar! &#8211; é viver&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/mestre-do-carnaval-de-sao-joao-del-rei-quati-ensina-recordar-e-criar-e-viver/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/mestre-do-carnaval-de-sao-joao-del-rei-quati-ensina-recordar-e-criar-e-viver/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 11:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emílio da Costa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=379</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Emílio da Costa &#160; Recordar é viver, ensina Mestre Quati, já no grande e alto estandarte vermelho que anuncia a passagem de seu bloco no carnaval de Segunda Feira Gorda, em São João del-Rei. ﻿Recordar é viver, ensina o cidadão são-joanense Benedito Reis de Almeida, ícone do carnaval da terra onde os sinos falam, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Emílio da Costa</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-380" title="mestre quati" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/mestre-quati.jpg" alt="" width="370" height="409" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div><strong><em>Recordar é viver</em></strong>, ensina Mestre Quati, já no grande e alto estandarte vermelho que anuncia a passagem de seu bloco no carnaval de Segunda Feira Gorda, em São João del-Rei. ﻿Recordar é viver, ensina o cidadão são-joanense Benedito Reis de Almeida, ícone do carnaval da <em>terra onde os sinos falam,</em> sempre que se lembra dos tempos em que a festa de Momo em São João del-Rei era considerada o melhor carnaval do interior do país.&nbsp;</p>
<p>Quase octogenário, Benedito Reis de Almeida, ou Mestre Quati, não vive só de lembranças. Pelo contrário, utiliza a experiência vivencial de suas muitas décadas para continuar criando e recriando. Foi assim que há alguns anos resgatou de sua lembrança os antigos Zé-Pereira&#8217;s e deu vida aos cabeções: grandes, alegres e coloridos bonecos que hoje dão vida, leveza e alegria ao Carnaval de rua de São João del-Rei. Assim nasceu o bloco Recordar é Viver.</p>
<p>Os bonecos de Mestre Quati fazem lembrar o Homem da Meia Noite e a Mulher do Meio Dia &#8211; bonecões típicos do carnaval de Olinda. Entretando, são tão leves que parecem levitar na altura dos telhados dos casarões coloniais de São João del-Rei;  têm sorriso tão ingênuo que parecem anjos caipiras, vestidos de chitão para brincar de roda em uma festa no céu. O universo que Mestre Quati criou e dá vida nos desfiles carnavalescos de São João del-Rei é assim, cheio de candura, ingenuidade e inocência. Como, imagina-se, desejasse Deus fosse o mundo real.</p>
<p>O segredo da criação dos bonecões, o menino Benedito Reis aprendeu com Oswaldo Tintureiro, numa época em que Carnaval era uma festa que acontecia em meio a marchinhas, batalhas de confete e serpentina, jatos de lança-perfume e pessoas fantasiadas à caráter. De lá pra cá, foi pedreiro, sineiro, músico, pintor de paredes e jogador de futebol &#8211; tão ágil no campo que daí então lhe deram o apelido  mais conhecido do que o próprio nome: Quati.</p>
<p>Se a filosofia popular ensina que &#8220;<strong><em>recordar é viver</em></strong>&#8220;, Mestre Quati, sabe mais e, com seu bloco carnavalesco ensina: <strong><em>Recordar &#8211; e criar! &#8211; é, de fato, viver&#8230;</em></strong></p>
</div>
<div><strong>Texto original: <a href="http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/02/no-carnaval-de-sao-joao-del-rei.html">http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2012/02/no-carnaval-de-sao-joao-del-rei.html</a><br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</strong></div>
<div><strong><em><br />
Ilustração: Mestre Quati,  foto de João Ramalho, reproduzida do site </em></strong><a href="http://www.atitudecultural.com.br/"><strong><em>www.atitudecultural.com.br</em></strong></a>. <strong><em>Nossos agradecimentos ao fotógrafo e à ONG Atitude Cultural pela generosidade da colaboração.</em></strong></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/mestre-do-carnaval-de-sao-joao-del-rei-quati-ensina-recordar-e-criar-e-viver/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>OGIMA</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/ogima/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/ogima/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 11:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rubem Leite]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Costa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=375</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Rubem Leite Obax anafisa. Observação: lê-se Oguima. &#160; I – Infância Muitas vezes eu o vi na rua (sem parar para conversarmos) pensava em sua alegria junto à rapaziada. O cara tem o dom de ser amigo de todos. Quem é ele? Um jovem ator que começa a carreira das ilusões; que dá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Rubem Leite</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-376" title="Ilustra Nota Independente - 013" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Ilustra-Nota-Independente-013-317x500.jpg" alt="" width="317" height="500" /></p>
<p style="text-align: right;">Obax anafisa.</p>
<p style="text-align: right;">Observação: lê-se Oguima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>I – Infância</strong></p>
<p>Muitas vezes eu o vi na rua (sem parar para conversarmos) pensava em sua alegria junto à rapaziada. O cara tem o dom de ser amigo de todos. Quem é ele? Um jovem ator que começa a carreira das ilusões; que dá duro para conseguir o trivial.</p>
<p>Um dia, na casa de um amigo comum, batemos o primeiro papo. Gostamos um do outro. – Fato surpreendente porque achávamos um ao outro esquisito&#8230; – Paulatinamente passamos a frequentar nossas casas.</p>
<p>Incomodo-o muitas vezes com minhas lamentações. Ouço-o a qualquer hora. Somos ouvidos e ombros um do outro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>II – Juventude</strong></p>
<p>- Ogima, como tá tu? Fiquei sabendo que foi para roça nesse fim de semana. Tava bão?</p>
<p>- Estou bem! E você, Benito?</p>
<p>- Eu tô legal e cada vez mió. Mas me diga, como estava lá?</p>
<p>- Tomei bastante leite, comi muita coisa boa, muita gente gostosa&#8230; Saboreei umas frutas diferentes, colhidas na hora, e fiz até batida com elas. Mas as danadas são purgativas. Sofri horrores.</p>
<p>- E você vai comendo as coisas assim? Sem saber o que são?</p>
<p>- Eu sabia que eram purgativas, mas me disseram que era tão gostosas que não resisti.</p>
<p>- Ô gula, eim, Ogima?! Rarrá!</p>
<p>- Me diga sobre o que você comeu.</p>
<p>- Iii, meu fi. Também tirei o Juquinha do jijum.</p>
<p>- Guloso! E você, Benito, como foi a palestra?</p>
<p>- Muito boa. Falei baseando muito em minhas próprias experiências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>III – Adulto</strong></p>
<p><em>Uma nuvem branca no céu noturno onde cigarras cantam, o vento sopra e os casais transam.</em></p>
<p>Benito pensa “Estou decepcionado com as pessoas” e fala: Um amigo trair outro é muito para meu coração inocente.</p>
<p>- Ora Benito, há pessoas assim no mundo.</p>
<p>- Eu sei. Mas o que acontece conosco é responsabilidade nossa. É para nossa reflexão e mudança.</p>
<p>- Não se culpe pelos erros dos outros. Cada qual que se responsabilize por si e por seus atos.</p>
<p>- Não estou me condenando. O que quero dizer é que se passei por isso é porque tenho algo a aprender aí.</p>
<p>- Você quer ser santo demais, Benito.</p>
<p>- Exatamente, eu me esforço para ser puro, imaculado e santo.</p>
<p>- Eu não. Pecar é tão bom. Rirri.</p>
<p>- Ogima, você não presta mesmo.</p>
<p>Ambos desaparecem rindo.</p>
<p><em>Cigarras cantam, o vento sopra, os casais transam e ambos se cobrem numa nuvem branca no céu noturno.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O bem-te-vi Tiago Costa – imagem das palavras.</p>
<p style="text-align: right;">O pirilampo Rubem Leite – palavras da imagem.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O texto que deu origem ao cronto acima:</p>
<p style="text-align: right;">“Ogima”, escrito no dia 26-10-93, com meu heterônimo Anthônio Raphaell,</p>
<p style="text-align: right;">é uma homenagem ao meu amigo Edmison da Silva Peres, mais conhecido por Didi Peres. E reescrito entre 26 de janeiro e 01 de fevereiro de 2012 com meu nome.</p>
<p style="text-align: right;">Em banto, obax anafisa significam flores e pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">Os versos e a ilustração são nossas flores para você</p>
<p style="text-align: right;">e fazemos votos de que encontre neles pedras preciosas.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/02/ogima/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bum&#8230; bum&#8230; Melhor que bom É fevereiro, é verão, é tentação</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/bum-bum-melhor-que-bom-e-fevereiro-e-verao-e-tentacao/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/bum-bum-melhor-que-bom-e-fevereiro-e-verao-e-tentacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 13:22:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marina Mazzoni]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=362</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Marina Mazzoni &#160; O ano na nossa terra vai acontecendo mês a mês, desvelando emoções. É, assim&#8230; Totalmente temático. Nem termina uma fase, lá vem outra diferente, mas também tentadora. E a gente vivendo estas expectativas. É sem noção. Carnaval sempre foi, na minha história de vida, uma fortíssima tentação. Com fevereiro vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Marina Mazzoni</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-363" title="02" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/01/02-500x345.jpg" alt="" width="500" height="345" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ano na nossa terra vai acontecendo mês a mês, desvelando emoções.</p>
<p>É, assim&#8230; Totalmente temático.</p>
<p>Nem termina uma fase, lá vem outra diferente, mas também tentadora.</p>
<p>E a gente vivendo estas expectativas. É sem noção.</p>
<p>Carnaval sempre foi, na minha história de vida, uma fortíssima tentação.</p>
<p>Com fevereiro vem a expectativa de que a bateria vai me envolver, vindo dos ensaios, a sugestão do espetáculo que se prepara.</p>
<p>Dos antigos carnavais vem o som, a lembrança do agito dos barracões, do mistério na alegoria.</p>
<p>Que tempo bom.</p>
<p>O sambista rua afora, ninguém se engana, predomina o branco, do chapéu, da calça, do sapato.</p>
<p>Um sambista se anuncia no jeito, no vestir&#8230;</p>
<p>É um orgulho que vem da raça, da garra, do saber.</p>
<p>Já é carnaval por aqui.</p>
<p>Pena que não retubem os bumbos!!!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/bum-bum-melhor-que-bom-e-fevereiro-e-verao-e-tentacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Contagem regressiva para os 300 anos da Vila de São João del-Rei</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/contagem-regressiva-para-os-300-anos-da-vila-de-sao-joao-del-rei/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/contagem-regressiva-para-os-300-anos-da-vila-de-sao-joao-del-rei/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 12:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emílio da Costa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=359</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Emílio da Costa Se existem variações locais quanto à divulgação do ano que é considerado início da formação do Arraial Novo do Rio das Mortes, célula mater de São João del-Rei, documentos coloniais não deixam dúvidas quanto ao ano em que se deu sua elevação à categoria de vila: 1713*. Sendo assim, daqui um ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Emílio da Costa</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-360" title="medalhao pilar" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/01/medalhao-pilar-500x315.jpg" alt="" width="500" height="315" /></p>
<p>Se existem variações locais quanto à divulgação do ano que é considerado início da formação do Arraial Novo do Rio das Mortes, célula mater de São João del-Rei, documentos coloniais não deixam dúvidas quanto ao ano em que se deu sua elevação à categoria de vila: 1713*.</p>
<p>Sendo assim, daqui um ano o fato estará completando 300 anos. É uma idade memorável, principalmente considerando que o surgimento da grande maioria das cidades brasileiras se deu a partir da segunda metade do século XIX e de grande parte do século XX.</p>
<p>Um marco tão importante de nossa história não pode passar em branco e é provável que tanto o poder público são-joanense quanto o universo cultural da cidade já estejam empenhados – e até adiantados – em preparar e fazer acontecer uma programação específica para comemorar o feito. Afinal, todos sabemos, o tempo corre rápido, como fogo morro acima e água morro abaixo&#8230;</p>
<p>Mas como a história é patrimônio coletivo e, portanto, produto da ação e propriedade de todos (incluindo, além do poder público, da sociedade civil organizada e da intelectualidade, as comunidades e os cidadãos comuns), preparar as comemorações e celebrar os 300 anos da elevação do Arraial Novo do Rio das Mortes à categoria de Vila, com o nome Vila de São João del-Rei, é responsabilidade de todos. Do mesmo modo, a programação deve ser acessível, contemplar e beneficiar igualmente a todos, levando a todos cidadania, conhecimento, informação, cultura e lazer.</p>
<p>Em futuras postagens, volta e meia tocaremos neste assunto, com sugestões de realizações e atividades que se mostrem oportunas, condizentes e adequadas para comemorar tão importante fato histórico.</p>
<p>* Fonte: Viegas, Augusto &#8211; Notícia de São João del-Rei, pag 24</p>
<p>Ilustração: reprodução de imagem publicada no livro <strong>Barroco, alma do Brasil</p>
<p>Texto original: <a href="http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2011/01/daqui-pouco-300-anos-da-vila-de-sao.html">http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2011/01/daqui-pouco-300-anos-da-vila-de-sao.html</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/contagem-regressiva-para-os-300-anos-da-vila-de-sao-joao-del-rei/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>M</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/m/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/m/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 12:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rubem Leite]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Costa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=353</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Rubem Leite &#160; Obax anafisa. &#160; &#160; M de Maria. Mulher que me ensinou sobre a vida e de seu marido fugia. M de Margarida. Conhecemo-nos bem cedo e nossa brincadeira foi rápida. M de Maristela. Seus pais a irritavam e ela se fazia mala. M de Madalena. Inocente pecadora de pele morena. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Rubem Leite</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-357" title="Ilustra Nota Independente - 012" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Ilustra-Nota-Independente-012-500x317.jpg" alt="" width="500" height="317" /></p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Obax anafisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>M de Maria. Mulher que me ensinou sobre a vida e de seu marido fugia.</p>
<p>M de Margarida. Conhecemo-nos bem cedo e nossa brincadeira foi rápida.</p>
<p>M de Maristela. Seus pais a irritavam e ela se fazia mala.</p>
<p>M de Madalena. Inocente pecadora de pele morena.</p>
<p>M de Magda. Nervosa, elétrica, salgada, quase amarga.</p>
<p>M de Maria. De novo falo da professora e sua alegria.</p>
<p>M de &#8230; Eunice não tem M&#8230; Eunice sapeca, amorosa que chora.</p>
<p>M de Marina. Flor de São Paulo, alegre menina.</p>
<p>M de Márcia. Guerreira, mãe&#8230; Quase me deu presentes que seriam minha delícia&#8230;</p>
<p>M de Martha. Bailarina, seu silêncio fala!</p>
<p>M de Mercedes. Era alegria até que se prendeu por um coroa entre quatro paredes.</p>
<p>M de Mariana. Ou simplesmente Aninha. Forte em sua fragilidade. Tão pequena e feminina.</p>
<p>M de &#8230; Wanderléia. Mas essa Wanderléia tem Maria. Virgem inconformada disse que me queria.</p>
<p>Para cada uma de vocês e as futuras outras:</p>
<p>Delicada como uma flor é você, nos meus sonhos de Amor. Toco em seus cabelos, longos, da cor dos meus. Suaves e macios, porém. Toco em seu corpo, sabor de sexo louco. Toco em seu corpo, odor de maçã de Eva e de Adão. Sinto seus dedos, suas garras arranhando minhas costas. Sua boca querendo rasgar minhas orelhas. Seus lábios sugando os meus. “Sua língua é \ um tapete vermelho \ para a minha \ (&#8230;) \ Minha língua é \ um tapete vermelho \ para a sua”¹. Seu corpo sob o meu, o meu sobre o seu. Sua delicadeza convertida em insana perversidade recebe em seu corpo minha saliva pervertida. Cruéis carinhos eu ofereço e em troca recebo seus domínios carinhosos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O pirilampo Rubem Leite – palavras da imagem.<br />
O bem-te-vi Tiago Costa – imagem das palavras.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Em banto, obax anafisa significam flores e pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">Os versos e a ilustração são nossas flores para você</p>
<p style="text-align: right;">e fazemos votos de que encontre neles pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Os textos que deram origem ao cronto acima:</p>
<p style="text-align: right;">“Sonho Mal”, escrito no dia 21 de junho; “M de &#8230;” foi escrito no dia 27 de outubro;</p>
<p style="text-align: right;">Ambos em 1.993 e com meu heterônimo: Anthônio Raphaell.</p>
<p style="text-align: right;">E reescrito entre 20 e 25 de janeiro de 2012 com meu nome.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">¹ SILVA, Renato – <strong>Uma Cidade nas Nuvens</strong> – São Paulo: Editora Patuá, 2011,</p>
<p style="text-align: right;">poema Tapete vermelho.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Desde minha adolescência eu escrevo até que em 1993 criei o que chamei de “Cadernos de Ensaios”. Muito do que escrevi lá apenas deixei fluir. O que vocês viram aqui são alguns textos escolhidos do Caderno de Ensaio que compartilho desejando que servisse como incentivo para criação do hábito de escrever, de registrar suas impressões e compartilhá-la com o mundo.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/m/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um poema para Marcelino</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/um-poema-para-marcelino/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/um-poema-para-marcelino/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 11:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Grossi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=350</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Bruno Grossi &#160; &#160; A tua boca amarga, visse Que nem fel, lá no meio da rua Gritando, suando, esbravejando Essa garganta doida, ingrata Que nem sapo aguenta Nem tenta, nem nada&#8230; &#160; A tua boca é feia, diacho Fala o que sente, viu Nem liga pro que pensa Só fala coisa nojenta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Bruno Grossi</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-351" title="foto04" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/01/foto04.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">A tua boca amarga, visse</p>
<p style="text-align: center;">Que nem fel, lá no meio da rua</p>
<p style="text-align: center;">Gritando, suando, esbravejando</p>
<p style="text-align: center;">Essa garganta doida, ingrata</p>
<p style="text-align: center;">Que nem sapo aguenta</p>
<p style="text-align: center;">Nem tenta, nem nada&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">A tua boca é feia, diacho</p>
<p style="text-align: center;">Fala o que sente, viu</p>
<p style="text-align: center;">Nem liga pro que pensa</p>
<p style="text-align: center;">Só fala coisa nojenta, desgraça</p>
<p style="text-align: center;">Sai pra lá coisa do Demo</p>
<p style="text-align: center;">Coisa chata, me esquece&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Sua cabeça ranzinza, lotada</p>
<p style="text-align: center;">Só mostra o que fede, e como fede</p>
<p style="text-align: center;">Para com isso, visse</p>
<p style="text-align: center;">Senão tenho que lamber, chupar</p>
<p style="text-align: center;">Morder até que você se acabe!</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/um-poema-para-marcelino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Se é castigo&#8230;</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/se-e-castigo/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/se-e-castigo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 19:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marina Mazzoni]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=347</guid>
		<description><![CDATA[Que seja à base de pão de queijo e água mineral, sob as bênçãos de São João. &#160; Em Minas as festas têm mais cores, mais formas, mais risos e menos sizos&#8230; Entardece, as luzes se acendem e lumiam o ti-ti-ti e o corre-corre nas casas. As pessoas se banham, se enfeitam, se animam. Ai, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-348" title="DSC03612" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC03612-375x500.jpg" alt="" width="375" height="500" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Que seja à base de pão de queijo e água mineral, </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>sob as bênçãos de São João.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Minas as festas têm mais cores, mais formas, mais risos e menos sizos&#8230;</p>
<p>Entardece, as luzes se acendem e lumiam o ti-ti-ti e o corre-corre nas casas. As pessoas se banham, se enfeitam, se animam.</p>
<p>Ai, que fome! Em alguma ruela as pessoas se sentam, conversam e não se cansam de experimentar petiscos.</p>
<p>De roupa nova, de banho tomado, de batom, perfume e blush as pessoas se perfilam pelas ruas alegres e ansiosas: lá vem a procissão, lá vem o cortejo.</p>
<p>Um monte de emoção: tanto detalhe, tanta cor, tanto simbolismo.</p>
<p>Um estupor de cheiros, luzes, cores e imagens.</p>
<p>Naquelas ruelas de calçamento de blocos de pedra, cercadas pelo casario centenário a gente é feliz de ter um lugarzinho ali, de compor o espetáculo&#8230;</p>
<p>Se as energias da gente se descarregam é porque é de novo hora de buscar este lugarzinho, em algum lugar que nem São João.</p>
<p>Por que o que vale a pena neste mundo é São João dos queijos, do biscoito, da fonte, da mística água&#8230;</p>
<p>E para aqueles que acreditam no castigo saibam que o sonho existe e pode ser real!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/se-e-castigo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O MEU SONHO NO FIM DO VERÃO</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/336/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/336/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rubem Leite]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=336</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Rubem Leite Morro da Favela por Andre Diniz e Maurício Hora &#160; &#160; Obax anafisa. &#160; “Obrigado, amigo! Pelos erros que me emprestastes, pois com eles pude corrigir os meus”. Silvestre C. Cabral¹. &#160; &#160; Eu preparo um cronto que faça acordar os homens e adormecer as crianças. Gostou? Parafraseei Drummond no poema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Rubem Leite</p>
<h6 style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-337" title="Morro-da-Favela-LeYa-Barba-Negra" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Morro-da-Favela-LeYa-Barba-Negra-300x175.jpg" alt="" width="300" height="175" /><a href="http://www.ambrosia.com.br/2011/11/30/morro-da-favela-por-andre-diniz-mauricio-hora/" target="_blank">Morro da Favela por Andre Diniz e Maurício Hora</a></h6>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Obax anafisa.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">“Obrigado, amigo! Pelos erros que me emprestastes, pois com eles pude corrigir os meus”.<br />
Silvestre C. Cabral¹.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu preparo um cronto que faça acordar os homens e adormecer as crianças. Gostou? Parafraseei Drummond no poema Canção Amiga por dizer por que escrevo. Poucos sabem, mas havia décadas atrás uma nota de cinquenta – Não sei qual moeda – que tinha esse poema. Mas vamos ao cronto.</p>
<p>Estou nas pedras, meditando. Cheguei ainda no escuro pensando na Prefeitura de São Paulo por dar – rarrarrá – R$2.000,00 para os moradores da Favela do Moinho comprar uma nova residência em algum lugar. É como disse Maria Ettiene, a mãe do autor, “Com isso ‘ele’ deu declaração de não entender nada de dinheiro ou de ser, ‘ele’, desprovido de inteligência. Mas pode ser que ‘ele’ esteja ‘só’ de gozação com a cara do povo”. Sobre isso, por isso e muito mais os artistas dizem faça-se a luz. Então admiro a beleza do sol nascendo emprestando cores de chumbo, prateado, vermelho, laranja e dourado à natureza ao meu redor. A paz me envolve ao som da cantiga do mar. O céu me encobre com seu manto colorido.</p>
<p>Ouve! Som de berimbau! Com ele saio de minhas reflexões e comparações. Levanto-me e procuro o dono da música e o encontro noutro grupo de rochas, antes do meu. (Como tenho direito de tomar posse da natureza?) O jovem me viu e sorriu parando de tocar. Gostei dele. Acho que faremos amizade. Dois artistas sentem uma certa afinidade, mesmo que não se conheçam. Aproximamo-nos. Eu, Benito Bardo Junior, e ele, Roberto Warm Simas. Falamos sobre o nascer do sol e não paramos de papear. Fizemos uma coisa engraçada. Cantei com minha voz horrível e ele acompanhou no berimbau “Quero ver o sol atrás do muro \ Quero um mundo feito sem porta ou vidraça \ Quero voar de mãos dadas com você \ Fazer cristais com gotas de orvalho \ Beijar de leve a face da lua”². Já pensou Elis na minha trágica voz e ao maravilhoso som do berimbau? Uarrarrá! Já são quase seis da manhã e continuamos falando até às oito. Sou escritor e ele dançarino. Dizemos sobre futebol, arte, cultura, natureza, amizade, mulher, sexo, religião, Deus. Roberto em certo momento comenta política. Respondi-lhe “Mas o moinho da favela queimou!”. Ele respondeu “queimou, deixa queimar”. E continuamos: &#8211; A favela do moinho queimou! &#8211; queimou, deixa queimar. &#8211; ô ô ô meu senhor&#8230; &#8211; Ordem superior: &#8211; “abre a roda pra sambar”. Depois do poema³ nos deixamos marcando para de noite um encontro a quatro. Eu e minha companheira, ele e sua esposa.</p>
<p>Vejo-o partir encoberto pelo brilho do sol. Vou para uma sombra em algum quiosque pensar em minha namorada, Marlene. A gente se gosta. Nós nos amamos, um ao outro? Os barcos de turistas sumindo, sumindo, sumindo. No mar um casal trepa e só agora percebo. Satisfaço o tesão deles observando e então me levanto e vou embora pensar em coisas melhores. Pensar na Marlene e pensar ainda mais no que disse Maysa “Não, não! Não, não faça isso. Científico é uma coisa programada. Criação é uma coisa que nasce. Nasce pra gente, nasce com as nossas dores, nasce com as nossas&#8230; neuroses, com as nossas&#8230; os nossos sorrisos. Não, não, não, não! Criação é uma coisa muito importante. O científico também é. Só que&#8230; científico é científico, né&#8230; Ou não?”*. Encosto-me em uma castanheira na praia e sonho conosco – eu e Marlene – fazendo loucuras até ela me acordar com sua mão no meu peito. Beijamo-nos, conto-lhe o sonho e falo do encontro marcado (não o de Sabino).</p>
<p>Vinte horas e&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O pirilampo Rubem Leite – palavras da imagem.<br />
O bem-te-vi Tiago Costa – imagem das palavras.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Em banto, obax anafisa significam flores e pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">Os versos e a ilustração são nossas flores para você</p>
<p style="text-align: right;">e fazemos votos de que encontre neles pedras preciosas.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Ofereço o cronto a todos os meus sobrinhos nascentes em janeiro:</p>
<p style="text-align: right;">Elizabeth M. L. Mendes, Mariana C. W. Leite, Thaís L. M. Almeida e Raul F. M. Leite.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O texto que deu origem ao cronto acima:</p>
<p style="text-align: right;">“O Meu Sonho no Fim do Verão”, escrito em 07 de abril de 1993;</p>
<p style="text-align: right;">E reescrito entre 12 e 18 de janeiro de 2012 com meu nome.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Desde minha adolescência eu escrevo até que em 1993 criei o que chamei de “Cadernos de Ensaios”. Muito do que escrevi lá apenas deixei fluir. O que vocês viram aqui são alguns textos escolhidos do Caderno de Ensaio que compartilho desejando que servisse como incentivo para criação do hábito de escrever, de registrar suas impressões e compartilhá-la com o mundo.</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Veja:</p>
<p style="text-align: right;">¹ A frase me serviu de mote em 1.993 para o cronto. Olhando no google achei-a no seguinte endereço: <a href="http://pensador.uol.com.br/autor/silvestre_c_cabral/">http://pensador.uol.com.br/autor/silvestre_c_cabral/</a></p>
<p style="text-align: right;">² Quero, de Thomas Roth.</p>
<p style="text-align: right;">³ Ordem de Despejo, de Willian Delarte – <a href="http://williandelarte.blogspot.com/2012/01/ordem-de-despejo.html">http://williandelarte.blogspot.com/2012/01/ordem-de-despejo.html</a></p>
<p style="text-align: right;">* Maysa. – Ver: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lIrEewDVEhQ">http://www.youtube.com/watch?v=lIrEewDVEhQ</a></p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Serviu-me ainda de mote em 2012: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dbYWactOEBo&amp;feature=share">http://www.youtube.com/watch?v=dbYWactOEBo&amp;feature=share</a></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/336/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Nu Abstrato</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/o-nu-abstrato/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/o-nu-abstrato/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Grossi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=332</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Bruno Grossi Desenho de Bruno Grossi &#160; Estou nu Como nu Me encontro E nu me descrevo &#160; O nu do mundo O nu social Limpo, me observo Nu eu me limpo &#160; Claro, frio Denso como sentido Forte, amargo É como me sinto &#160; O sonho descrito Com um leve sorriso No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Bruno Grossi</p>
<h6 style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-333" title="Mandala" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Mandala-355x500.jpg" alt="" width="284" height="400" /><br />
Desenho de Bruno Grossi</h6>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estou nu</p>
<p>Como nu</p>
<p>Me encontro</p>
<p>E nu me descrevo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nu do mundo</p>
<p>O nu social</p>
<p>Limpo, me observo</p>
<p>Nu eu me limpo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Claro, frio</p>
<p>Denso como sentido</p>
<p>Forte, amargo</p>
<p>É como me sinto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sonho descrito</p>
<p>Com um leve sorriso</p>
<p>No osso uma fenda</p>
<p>Num mero desalento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vem, grite nu</p>
<p>O nu abstrato</p>
<p>De uma eloquente</p>
<p>Visão</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/o-nu-abstrato/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rua da Música em São João del-Rei</title>
		<link>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/rua-da-musica-em-sao-joao-del-rei/</link>
		<comments>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/rua-da-musica-em-sao-joao-del-rei/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 12:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emílio da Costa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.notaindependente.com.br/?p=327</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Emílio da Costa &#160; Em São João del-Rei, a música mora na Rua Santo Antônio. Lá, misturada a jasmins brancos, ela salta de velhos muros, pra conversar com o solitário sino, que dia e noite vive debruçado na mais alta janela da igrejinha do santo milagroso, que ajeita casamentos e ajuda a encontrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Texto de Emílio da Costa</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-328" title="R STO ANTONIO ARARIPE" src="http://www.notaindependente.com.br/wp-content/uploads/2012/01/R-STO-ANTONIO-ARARIPE.jpg" alt="" width="490" height="389" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em São João del-Rei, a música mora na Rua Santo Antônio. Lá, misturada a jasmins brancos, ela salta de velhos muros, pra conversar com o solitário sino, que dia e noite vive debruçado na mais alta janela da igrejinha do santo milagroso, que ajeita casamentos e ajuda a encontrar coisas perdidas. Duvida?</p>
<div>Da bucólica, estreita e sinuosa Rua Santo Antônio, a música sai, ora trágica e lastimosa, ora lépida e fagueira, ora exultante e primaveril, para ofícios, novenas, missas, <em>Te Deums</em>, retretas, concertos; sobe ao coro de igrejas, acompanha procissões, se detém nas praças e largos, exibe-se em teatros, coreto e auditórios. Imagine: vai até a cemitérios&#8230;</div>
<div>Bem depois que a clave de sol se põe atrás da Rua do Ouro, na Serra do Lenheiro, violinos, flautas, clarinetes, trompas, tímpanos e tubas dormem, na sede das orquestras Lira Sanjoanense,  Ribeiro Bastos e da Banda Teodoro de Faria. À luz da lua de prata, as notas sonham na pauta, ressonando <em>Glória in excelsis Deo</em>. Na Rua Santo Antonio&#8230;</div>
<div><strong></p>
<p>.oOo.oOo.oOo.oOo.oOo.</strong></div>
<div><em>Este texto foi inspirado na obra <strong>Rua Santo Antônio</strong>, generosamente encaminhada a este almanaque, como colaboração, pelo pintor <strong>Oscar Araripe</strong><strong>, </strong>que dispensa comentários porque a própria trajetória de artista renomado, no Brasil e no exterior, fala por si. Com sua pintura e com os projetos da Fundação que leva seu nome,<strong> Oscar Araripe</strong>reconhecidamente tem prestado valiosos serviços à cultura de nossa região.</em></div>
<div><em>Texto original: <a href="http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2011/01/rua-da-musica-em-sao-joao-del-rei.html">http://diretodesaojoaodelrei.blogspot.com/2011/01/rua-da-musica-em-sao-joao-del-rei.html</a></em></div>
<div><em><br />
</em></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.notaindependente.com.br/2012/01/rua-da-musica-em-sao-joao-del-rei/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

