Clarice

Autor: Bruno Grossi

Elegia à Clarice Lispector
 
 
 
Da janela a vejo
Como uma simples estrela
Que espera sua hora de brilhar
 
O intervalo
É como uma oca alma
Aguardando sua própria morte
 
Pobre claridade
Pobre Clarice
De alma tão amarga
E mãos tão dóceis
 
Uma timidez ousada
Que afaga o pensar

Flores de outono
Flores de inverno
Flôr-de-Lis em seu peito
Esperando o amanhecer