O rumo que uma viagem pode tomar é imprevisível, depende apenas da vontade do viajante de mudar e se arriscar noutro caminho que não o retilíneo. A partir daí, o pragmático pode se tornar fantástico e de um conto literário pode surgir uma história real.
Seguir em frente, pender para um lado ou mudar a direção em questão de instantes é o que a Companhia Itinerante faz na sua música e, conseqüentemente, nos palcos.
O maculelê , depois de ser atingido por uma leve brisa, pode se transformar em rock´n roll , assim como um pop-swing-simpatia pode pegar um retorno à direita e virar um samba de roda .
A maturidade para unir, com bom gosto, rock'n roll e música brasileira é reflexo de uma história que vem sendo contada a cada show. Este híbrido, aliado às apresentações performáticas, talvez seja a razão pela qual o público tem se identificado com a banda e freqüentado suas apresentações.
Como indicação disto, a banda foi a segunda mais votada no Prêmio London Burning 2005 na categoria Revelação RJ. Esse reconhecimento também tem vindo por parte da mídia especializada, seja pelo destaque recebido em sites como Canções.com e Palco Mp3 (por duas vezes), ou pela seleção para participar do Duelo de Bandas 2005 promovido pelo ToSemBanda.com.
“Em seis anos de existência, passamos por muitas brisas, pegamos muitos retornos e alguns atalhos. Tudo isso está registrado em nosso 1º CD intitulado 'um conto de pragmatismo fantástico'. Pegue sua bagagem, vá ao show, compre o CD e aumente um ponto em nossos contos.”
:: histórico ::
Caio Oliveira (voz e guitarra) , Chico Junqueira (baixo) e David Bessler (guitarra e vocais) se conheceram em 1999 ainda na escola. Por intermédio de um amigo em comum, foram apresentados a Raphael Benchimol (bateria), com o objetivo de tocar em um sarau. Apenas dois ensaios e lá foram eles. O show foi tão divertido que resolveram seguir fazendo música. Estava formado o Querubim Bar .
Começaram a se apresentar em saraus de colégios, casas de shows e festivais - sendo o Sprite Sounds o mais importante deles, em 2000. A sucessão de shows trouxe a necessidade de gravar uma fita demo. "Querubim Bar" (2001) foi lançado em K7 e contou com seis músicas inéditas que foram rapidamente consumidas pelo público.
Caminhos começaram a se abrir: Ballroom, Museu Nacional de Belas Artes, Teatro de Arena, Copacabana Palace, Casarão Amarelo, Sobradão do Rock, UFRJ Praia Vermelha e colégios foram palcos de apresentações da banda.
Assim, a partir dessa movimentação, foram convidados a gravar seu primeiro CD em 2002. Entretanto, os anos que se seguiram foram um tanto conturbados para a banda, que não pôde se dedicar o tanto que a empreitada exigia.
O tempo passou, 2004 chegou e com ele uma nova postura da banda consigo mesma. Para dar início a essa nova etapa, mais madura e mais comprometida com a música, a banda apareceu com o novo nome, Companhia Itinerante .
O processo de gravação foi retomado e, paralelamente, um CD demo foi lançado para a banda ir aquecendo os motores. "CD Demonstrativo" (2004) contou com seis músicas inéditas e duas versões, de Jorge Ben Jor e Os Mutantes, todas gravadas ao vivo. Mais de 300 cópias foram vendidas naquele ano.
Novos caminhos se abriram: Festival de Primavera da PUC, Ballroom, SESC-Tijuca, IFCS/UFRJ, Garage, Quebra Mar, Niterói, Lapa, Centro e arredores presenciaram seus shows.
No início de 2005, finalizadas as gravações do CD, Raphael foi morar fora do país. Após um período em busca de um novo integrante, Marcílio Pereira assumiu as baquetas. Com nova formação, a Companhia Itinerante teve o prazer de apresentar o seu primeiro CD "Um Conto de Pragmatismo Fantástico" (2005) . Um registro de 13 músicas gravadas ao longo de dois anos que vem impresso em uma caixa/encarte.
Desde seu lançamento, novos caminhos se abriram: a banda foi a segunda colocada pelo voto popular no Prêmio London Burning 2005 na categoria Revelação RJ, recebeu destaque nos sites Palco Mp3, Canções.com e Diversão Certa, participou do Duelo de Bandas 2005 promovido pelo site ToSemBanda.com, além de se apresentar em lugares como Teatro Odisséia, Espaço Marun (na festa de encerramento do Prêmio London Burning), SESC-Tijuca, SESC-Madureira, Espaço Rebel, Vila Isabel e Botafogo.
Agora, a banda segue divulgando seu recente disco e trabalhando para que novos caminhos se abram.
:: Companhia Itinerante ::
Caio Figueiredo – vocal e guitarra
Chico Junqueira – baixo e vocais
David Bessler – guitarra e vocais
Marcílio Pereira – bateria